28/10/2010 | Educação

Qual a importância do papel do pai?

por Tereza Cristina Machado, colaboração especial

Ser pai é um desafio, mas ser filho também é. Como equilibrar esta relação? Segundo Maria Helena Abreu, ex-diretora do Colégio Logosófico - Unidade Brasília, o panorama do mundo atual, em que os filhos tem fácil acesso às informações de toda ordem, e a velocidade com que se proliferam as idéias, chegando até crianças, adolescentes e jovens via internet, por exemplo, desafia os pais de hoje a que tenham condições para educar seus filhos. E desafiam as crianças, adolescentes e jovens a serem cada vez mais capazes de fazer suas escolhas. A época que estamos percorrendo exige maior agilidade mental de todos - pais e filhos -, impõe habilidade e capacidade de selecionar o que é melhor para a vida. Isso, naturalmente, implica em precisarmos nos capacitar como pais. É necessário encarar de frente esse desafio e nos munir de recursos para contrapor toda influência negativa que chega até nós e aos nossos filhos, diz.

Entre os recursos que os pais precisam, de acordo com Maria Helena, está o de possuir a verdadeira concepção de ser humano, entender como está estruturado seu mecanismo psicológico e espiritual e como deve utilizar esse mecanismo com acerto. A ação educativa deve propiciar que as faculdades mentais e sensíveis funcionem sem travas, com o uso pleno da inteligência.  Que saibamos pensar com liberdade, sendo ainda capazes de usar essa função - a de pensar - para escolher o que está sintonizado com a vida que buscamos.

Um outro recurso que precisamos ser capazes de oferecer aos nossos filhos, completa Maria Helena, são os conceitos que formam a base de nossa forma de ser e de viver. Esses conceitos funcionam como verdadeiras "bússolas" capazes de estabelecer orientações seguras quanto ao rumo a tomar em cada circunstância. É o caso, por exemplo, do conceito de vida, de honestidade, de colaboração, de fraternidade entre tantos outros. Como pais, temos que estar rodeados de conceitos que sejam expressão da verdade, que não variem de época em época e nem de localidade, já que o que queremos na tarefa de educar é formar o verdadeiro ser humano. Ora, este não se forma com artifícios e nem com mentiras. Conceitos irreais, imaginários, levam a um mundo de ficção, de fantasia, tornando-nos - e a nossos filhos - presas fáceis de qualquer idéia dogmática.

Educar - Maria Helena explica que os pais precisam manter-se atentos e identificar em si próprios os deslizes de conceitos que possuem.  Este é um princípio do aprendizado que a Logosofia - ciência do conhecimento de si mesmo - estabelece a todos: identificar em si a causa dos erros para, eliminando essa causa, seja possível assegurar o acerto. Ao dar-se conta de que a causa de todo erro está dentro de si, e se empenha em eliminar essa causa, tem aí os primeiros passos da arte de ensinar. Exatamente isso: para a Logosofia, afirma Maria Helena, a arte de ensinar começa com o ensinar-se, pois para exercer essa arte - deve-se primeiramente aprender. O exercício dessas duas artes - a de ensinar e a de aprender - habilita a cumprir com êxito a grande tarefa de educar filhos. Milhares de estudiosos da ciência logosófica vem comprovando, na prática, que a educação de si mesmo é o ponto de partida para a educação de filhos. Não é possível dar a outro o que não se tem. É preciso formar o ser humano representado na figura do próprio pai. Quanto mais valores internos possua, mais apto estará para cumprir com o papel de pai, assinala.

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